A palavra como fio condutor da memória

Direcionar a história ou determinar qual memória deve sobreviver ao caos do processo cíclico — e naturalmente contínuo — de “construção e destruição”, tido como necessário ao desenvolvimento e evolução naturais do indivíduo por vertentes de pensamento vigentes, é uma ferida aberta quando se trata da utilidade e/ou utilização da memória.

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Respostas (Parte 7/7) – Conto “Gigantes”

Sei que você também busca por respostas o tempo todo, Abebe. Todos buscam. É a única que nos trespassa a ponto de juntar-nos numa unidade comum, um emaranhado gigante de pessoas cheias de perguntas, mas carente das respostas – como não poderia deixar de ser. Talvez, o percurso cíclico desse texto lhe traga algumas dessas... Continuar Lendo →

Morte (Parte 3/7) – Conto “Gigantes”

A morte não é uma questão metafísica. Esse texto não trata de coisas — coisas, que coisas, porra? — metafísicas. Muitos falam que a morte é, sim, um processo além-vida. E falam demais, acho eu, porque não é. A morte tem os dois pés fincados no que nos é físico, na realidade, na presença diária.... Continuar Lendo →

Nome (Parte 2/7) – Conto “Gigantes”

Como você se relaciona com a sua memória, Abebe? É importante que eu repita seu nome diversas vezes. Quanto mais vezes, melhor. Sempre. De novo. Tem peso o nome. O nome tem o peso da memória. Afinal, seu nome é in memoriam. Uma homenagem. É expressão de um legado impalpável para quem o fez, construiu,... Continuar Lendo →

Sorrisos (Parte 1/7) – Conto “Gigantes”

Você sempre foi diferente, Abebe. Sua mãe, a dona Ana, fala que você nasceu sorrindo e, a bem da verdade, essa pode ser a maior das diferenças. É estranho essa coisa de nascer sorrindo, porque, mesmo com o pouco tempo de convivência, é perceptível que é uma parada natural, não forçada. Talvez espontâneo seja a... Continuar Lendo →

Carta na Manga – 365 Carnaval

Meus processos são lentos, por isso não solto resenhas tão rápido quanto deveria. Outro motivo para os constantes atrasos é a dificuldade de criar algo sobre a obra de outra pessoa. Não pelo lado da aceitação do público ou do artista, a dificuldade é não ser um Dr. Frankenstein na hora de escrever e acabar criando um monstro... Continuar Lendo →

Thiago Elniño – A rotina do pombo

Por Caio Lima Metaforicamente, o pombo é um ser tão comumente visto que se torna desimportante, logo imperceptível. Quando não um estorvo, motivo de poluição e desconforto. Normalmente fogem quando alguém invade seu espaço. É medo de ser presa, igual seu primo na semana passada. É a visão assustadora de que o seu lugar é... Continuar Lendo →

BK’ – Castelos e ruínas

Por Caio Lima Uma das principais, senão a principal, funções da arte é emocionar. E emocionar não é fazer chorar, apenas. Acho que o Guardião das Palavras, que vive no Vale das Palavras, deve chorar toda vez que vê um vocábulo tão bonito ser reduzido a algo tão superficial. E o pior, os considerados literatos,... Continuar Lendo →

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