Mito (Parte 4/7) – Conto “Gigantes”

Não creio que seja possível o homem se desfazer de todos os mitos que cria. Não basta descrer do mito, isso é relativamente fácil. Inclusive, essa coisa de mito possui um duplo sentido que, para o momento, merece atenção máxima. Até porque falo aqui de arrancar a influência do mito na vida. De escapar da... Continuar Lendo →

Morte (Parte 3/7) – Conto “Gigantes”

A morte não é uma questão metafísica. Esse texto não trata de coisas — coisas, que coisas, porra? — metafísicas. Muitos falam que a morte é, sim, um processo além-vida. E falam demais, acho eu, porque não é. A morte tem os dois pés fincados no que nos é físico, na realidade, na presença diária.... Continuar Lendo →

Nome (Parte 2/7) – Conto “Gigantes”

Como você se relaciona com a sua memória, Abebe? É importante que eu repita seu nome diversas vezes. Quanto mais vezes, melhor. Sempre. De novo. Tem peso o nome. O nome tem o peso da memória. Afinal, seu nome é in memoriam. Uma homenagem. É expressão de um legado impalpável para quem o fez, construiu,... Continuar Lendo →

Sorrisos (Parte 1/7) – Conto “Gigantes”

Você sempre foi diferente, Abebe. Sua mãe, a dona Ana, fala que você nasceu sorrindo e, a bem da verdade, essa pode ser a maior das diferenças. É estranho essa coisa de nascer sorrindo, porque, mesmo com o pouco tempo de convivência, é perceptível que é uma parada natural, não forçada. Talvez espontâneo seja a... Continuar Lendo →

A morte me fez querer viver no éter

As incursões através da poesia de Hilda Hilst são tão espontaneamente profundas e íntimas que, talvez (um talvez remoto, inseguro e bastante vacilante), o artifício de posicioná-la em estereótipos seja causador de um afastamento substancial da sua poética, muito maior que a aproximação outrora imaginada por qualquer um que se proponha a rotulá-la ou à... Continuar Lendo →

O corpo de Hilda em constante estado de dúvida

A associação do “limite da linguagem” — e consequente vivência — ao lugar convencionado como natural dentro da poética hilstiana é uma saída plausível para espaçamentos dialógicos e dialéticos apresentados por uma obra que evoca muito do íntimo sem que haja, necessariamente, uma descoberta ou um reconhecimento da plenitude do ser. Para além da pretensa... Continuar Lendo →

O natural na poética hilstiana

De tudo o que comove em Hilda Hilst, aglutinando a larga produção poética à constituição permanente da sua personalidade e as páginas escritas à materialização das extensões bem construídas de um corpo que ao envelhecer tenta ser feito eterno, a constante disposição de cenários ideais em conflito direto com as incertezas da existência a empurram... Continuar Lendo →

Ivan Gontchárov – Oblómov

Por Caio Lima A perfeição é a mais sincera das imperfeições. É bom começar textos com clichês. Clichês trazem segurança, atuam como um mea culpa para a preguiça e, como se não bastasse, são uma maneira sincera de alfinetar e expor ao ridículo outras linhas de pensamento, como se assumir posições fosse tão somente uma... Continuar Lendo →

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