Respostas (Parte 7/7) – Conto “Gigantes”

Sei que você também busca por respostas o tempo todo, Abebe. Todos buscam. É a única que nos trespassa a ponto de juntar-nos numa unidade comum, um emaranhado gigante de pessoas cheias de perguntas, mas carente das respostas – como não poderia deixar de ser. Talvez, o percurso cíclico desse texto lhe traga algumas dessas... Continuar Lendo →

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Sacrifício (Parte 6/7) – Conto “Gigantes”

Antes de qualquer coisa, vamos manter duas coisas — já falei sobre o prazer de ter comprado uma palavra inteira, né? — claras aqui: primeiro quero repetir que sentir a responsabilidade pelas dores e pelos assombros que carregamos é parte do ser inteiro, do cultivo da memória e do processo maluco que eu venho defendendo... Continuar Lendo →

Sorte (Parte 5/7) – Conto “Gigantes”

À minha maneira, eu acredito na sorte. Coleciono cagadas a vida inteira. Isso não significa que eu não trabalhe duro. Inclusive, acredito que o trabalho duro é capaz de ganhar do talento e/ou da inteligência puros. Pelo espectro fabril e maquinal no qual fomos criados, trabalhar, trabalhar e trabalhar pode ser, sim, mais recompensador que... Continuar Lendo →

Mito (Parte 4/7) – Conto “Gigantes”

Não creio que seja possível o homem se desfazer de todos os mitos que cria. Não basta descrer do mito, isso é relativamente fácil. Inclusive, essa coisa de mito possui um duplo sentido que, para o momento, merece atenção máxima. Até porque falo aqui de arrancar a influência do mito na vida. De escapar da... Continuar Lendo →

Morte (Parte 3/7) – Conto “Gigantes”

A morte não é uma questão metafísica. Esse texto não trata de coisas — coisas, que coisas, porra? — metafísicas. Muitos falam que a morte é, sim, um processo além-vida. E falam demais, acho eu, porque não é. A morte tem os dois pés fincados no que nos é físico, na realidade, na presença diária.... Continuar Lendo →

Nome (Parte 2/7) – Conto “Gigantes”

Como você se relaciona com a sua memória, Abebe? É importante que eu repita seu nome diversas vezes. Quanto mais vezes, melhor. Sempre. De novo. Tem peso o nome. O nome tem o peso da memória. Afinal, seu nome é in memoriam. Uma homenagem. É expressão de um legado impalpável para quem o fez, construiu,... Continuar Lendo →

Sorrisos (Parte 1/7) – Conto “Gigantes”

Você sempre foi diferente, Abebe. Sua mãe, a dona Ana, fala que você nasceu sorrindo e, a bem da verdade, essa pode ser a maior das diferenças. É estranho essa coisa de nascer sorrindo, porque, mesmo com o pouco tempo de convivência, é perceptível que é uma parada natural, não forçada. Talvez espontâneo seja a... Continuar Lendo →

A morte me fez querer viver no éter

As incursões através da poesia de Hilda Hilst são tão espontaneamente profundas e íntimas que, talvez (um talvez remoto, inseguro e bastante vacilante), o artifício de posicioná-la em estereótipos seja causador de um afastamento substancial da sua poética, muito maior que a aproximação outrora imaginada por qualquer um que se proponha a rotulá-la ou à... Continuar Lendo →

O corpo de Hilda em constante estado de dúvida

A associação do “limite da linguagem” — e consequente vivência — ao lugar convencionado como natural dentro da poética hilstiana é uma saída plausível para espaçamentos dialógicos e dialéticos apresentados por uma obra que evoca muito do íntimo sem que haja, necessariamente, uma descoberta ou um reconhecimento da plenitude do ser. Para além da pretensa... Continuar Lendo →

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