Michel Deguy – A Rosa das Línguas

Por Caio Lima

Se você nunca leu Michel Deguy na vida, não passe mais tempo sem ler. O cara é sublime. Mas aqui a gente se arrisca na mariola da peteca e tenta fazer diferente. Então, me diz, por que não resenhar um livro de poesia fazendo uma? Bugou a mente aí? Faz favor e dá um confere aqui.

Dá margem ao que te faz leve

Dê tempo para que o tempo (re)leve

Das cinzas do centro

Em forma de espiral que

Cai e envolve o mundo

Caiu dentro de si

Refletiu sobre tudo

E todos os passageiros

Que se revezam na busca

De um destino comum

Nessa vida não há espaço para

Ser apenas um por um

Si para si, causa

Encurte as distâncias e grite

Mais alto, até que seus pulmões

Explodam

Aproxime-se do real para que pareça frívolo

E torne triste o mendigo que goza da liberdade como o

Maior dos bens

Malditos sejam os que espalham

Sua métrica através dos

Tempos e soltam gritos de

Socorro

Que só a arte escuta sem que

Tantos o compreendam.

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