Outras Dimensões|FLIP 2016

 Por Caio Lima

Casa Folha

Por que a Casa Folha é legal? Com certeza não é por causa das mesas. A única que valeu à pena foi a do Ruy Castro, aquele velho rabugento e meio escroque, mas que manja mais do que ninguém de música e de boa escrita. Além do Ruy Castro, eu vi parte de outra mesa por ordenação do destino e dos atrasos. Foi a mesa do Jorge Caldeira e o cara estava falando sobre economia. Bom, é aquela coisa, mesa de economia da Folha é mais ou menos parecida com pesquisa de aceitação do presidente interino: ou você pensa como eu penso, ou você pensa como eu quero que você pense. Mas a Casa Folha é legal, gente. Sério! Rola bom vinho de graça e sempre tem uma bandinha para animar a noite com bom jazz e mpb.

Casa de Cultura – FLIP+

Botaram pra quebrar esse ano! Gostei de ver! A Casa de Cultura deixou de ser um espaço secundário e deu as cartas na FLIP. Muitas mesas excelentes, sendo a de maior destaque a do Caco Barcellos e toda a equipe do Profissão Repórter, e vários eventos interessantíssimos. A parceria com a PhilosTV (paga nóix) foi bem bacana, apesar de eu ter assistido somente o documentário ‘Focault x Focault’. Mas nada nesse mundo supera o documentário sobre Sabotage!!! Máximo respeito de verdade! Muito bom. Ansioso para que ano que vem essa programação só melhore. Parabéns e mais parabéns!

Praça da Matriz

Lá na Matriz estava a tenda da Flipinha e, mais perto dos bares, um palanque para algumas mesas ao ar livre. Gostei da proposta, algo mais informal. Ficou bem bonito e criança tem que ter espaço mesmo! Correr, brincar e ter um espaço que consiga interagir mais e melhor com as pessoas. Quanto às mesas, foram mesas mais leves de assistir, intercaladas com mesas infantis. Foi boa essa rotatividade. A única que vi foi a do Duvivier com o Xico, a Maria e mediada pelo Marcelo. Foi uma mesa meio sem propósito. Falaram sobre livros, fizeram piada, tudo lindo e atrasaram uma hora. Reforço o atraso, pois isso foi o que propiciou a minha visita a Casa Folha para a mesa sobre economia. Olha o tipo de transtorno que esse atraso me causou, organização!!! É de deixar Gandhi sem cabelo!

Espaço Cultural Itaú (você tem a obrigação de pagar nóix)

Como patrocinador da parada, financiador do movimento e agiota cultural, eles colocaram uma casinha lá do lado de uma sorveteria boa para chamar mais gente. Não rolou muita coisa e acabei vendo só uma mesa com o Alberto Mussa. O cara é massa, viu? HEHEHE. Mas a programação foi bem reduzida, a casa era bem pequena e tinha muita coisa rolando ao mesmo tempo. Quem sabe se colocassem uns gerentes para que a gente abrisse uma conta ali na hora? Pois é, Itaú, você pode até patrocinar, mas dinheiro não compra atenção, neném! Melhorem se quiserem alguma coisa comigo na próxima FLIP.

Livraria das Marés

Aquele espacinho que eles tem para lançamentos de livros é muito maneirinho! Rolou um lançamento de um livro de um monte de gente que traduziu e reinterpretou as obras de Shakespeare para acontecimentos contemporâneos. Mesa meio coxinha, mas muito massa (meus trocadilhos estão incríveis hoje). Valeu por Shakespeare e pelo Everton, que encarnou Macbeth magnificamente para apresentar trechos do livro! Mas esperava mais coisas da livraria, ficou devendo um bocado.

Casa Rocco

Foi o único lugar que concedeu descontos em livros de autores FLIP e no resto do catálogo. Venderam muito, merecidamente. Cada promoção boa… pena que eu fui sem grana. Fora isso, muito material de divulgação legal. Sacolas de compras, marcadores diversos, capítulos de livros, adesivos, cartões e bottons. Só de Trainspotting eu peguei uns 30 marcadores. HAHA.

Programação diversificada, feita com muito esmero, na rua dos bobos, número zero. Fizeram muito bem ao prestigiar os autores da casa e o público junto, que pôde ver os autores bem de pertinho, participar diretamente e ter contato direto com os autores que circulavam pela casa livremente após as mesas e em outros eventos realizados.

Assisti uma mesa sobre a distopia feminista ‘Os Contos de Aia’, da Margaret Atwood, que foi uma uva. A do Frei Betto foi naquele pique ditadura. A sobre literatura juvenil foi bem bacana, mas o Raphael Montes precisa aprender a conviver com as críticas. Benjamin Moser é um pequeno gênio quando se trata de Clarice Lispector (lembrando que além de Clarice, Moser teve espaço para falar de seu outro livro lançado pela Cia. das Letras. Parabéns a Rocco por prestigiar o autor e não fazer guerrinha de ego editorial). Irvine Welsh teve espaço suficiente para falar tudo o que queria (ufa!) e eu quase me esqueci do desastre que havia sido sua mesa na Tenda dos Autores.

Finalizando isso aqui, ainda consegui meus autógrafos em Trainspotting e nos Contos Completos, de Clarice Lispector, que foram organizados pelo Benjamin Moser. Isso só após muita ajuda, carinho e compreensão do pessoal lá da Casa Rocco. Valeu, pessoal! Agora vira nosso parceiro, porque há um amor rolando entre nós.

 

 

 

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