A morte me fez querer viver no éter

As incursões através da poesia de Hilda Hilst são tão espontaneamente profundas e íntimas que, talvez (um talvez remoto, inseguro e bastante vacilante), o artifício de posicioná-la em estereótipos seja causador de um afastamento substancial da sua poética, muito maior que a aproximação outrora imaginada por qualquer um que se proponha a rotulá-la ou à... Continuar Lendo →

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O corpo de Hilda em constante estado de dúvida

A associação do “limite da linguagem” — e consequente vivência — ao lugar convencionado como natural dentro da poética hilstiana é uma saída plausível para espaçamentos dialógicos e dialéticos apresentados por uma obra que evoca muito do íntimo sem que haja, necessariamente, uma descoberta ou um reconhecimento da plenitude do ser. Para além da pretensa... Continuar Lendo →

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O natural na poética hilstiana

De tudo o que comove em Hilda Hilst, aglutinando a larga produção poética à constituição permanente da sua personalidade e as páginas escritas à materialização das extensões bem construídas de um corpo que ao envelhecer tenta ser feito eterno, a constante disposição de cenários ideais em conflito direto com as incertezas da existência a empurram... Continuar Lendo →

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O Rede de Intrigas na Flip 2018!

O Rede de Intrigas demorou, mas chegou. E com o atraso trouxemos boas novidades. A primeira é a série que preparamos sobre a poesia de Hilda Hilst, a Poesia do lugar, feita com muito carinho e achismo, porque é assim que somos. Vamos ao que interessa, portanto: Dialogar com a poesia de Hilda Hilst é... Continuar Lendo →

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Ivan Gontchárov – Oblómov

Por Caio Lima A perfeição é a mais sincera das imperfeições. É bom começar textos com clichês. Clichês trazem segurança, atuam como um mea culpa para a preguiça e, como se não bastasse, são uma maneira sincera de alfinetar e expor ao ridículo outras linhas de pensamento, como se assumir posições fosse tão somente uma... Continuar Lendo →

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Carta na Manga – 365 Carnaval

Meus processos são lentos, por isso não solto resenhas tão rápido quanto deveria. Outro motivo para os constantes atrasos é a dificuldade de criar algo sobre a obra de outra pessoa. Não pelo lado da aceitação do público ou do artista, a dificuldade é não ser um Dr. Frankenstein na hora de escrever e acabar criando um monstro... Continuar Lendo →

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Liev Tolstói – Padre Sérgio

Por Caio Lima O que mais me agrada no Rede de Intrigas é como os textos vão se colocando numa ordem própria, tornando-se algo maior que as resenhas em si. Esses arcos compõem ciclos um tanto quanto semelhantes em essência, mas transparecem uma maturidade maior, talvez. Admito que ainda não sei balancear direito o tanto... Continuar Lendo →

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Fiódor Dostoiévski – Crime e castigo

Por Caio Lima Há uma espécie de código que rege os grandes clássicos da literatura mundial, o que os torna, até certo ponto, indecifráveis. Todos os leitores, literatos ou não, conseguirão se debruçar em teses razoavelmente sólidas sobre o famigerado livro para garantir um ponto válido de discussão. Porém, não existe um único estudo ou... Continuar Lendo →

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Ievgueni Zaimátin – Nós

Por Caio Lima Algumas coisas são muito perigosas na literatura: Encaixotar livros em categorias: Sempre aparece aquele autor que faz um “romance de formação-gótico-oitocentista-vitoriano-anglicano-agnóstico” que ninguém consegue refutar, muito menos desclassificar e gera grande desconforto nas cadeiras intelectuais da literatura. É engraçado como no ISBN de alguns livros a classificação é completamente genérica por não... Continuar Lendo →

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Leonid Tsípkin – Verão em Baden-Baden

Por Caio Lima A rotina, com seus milhares de tentáculos, nos afasta dos prazeres que a vida oferece. Não rola ir num show terça, porque na quarta você tem que levantar às 5:30 da manhã e encarar trânsito, van, ônibus, trem ou metrô cheios para chegar na escola, faculdade ou trabalho e viver um dia... Continuar Lendo →

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Thiago Elniño – A rotina do pombo

Por Caio Lima Metaforicamente, o pombo é um ser tão comumente visto que se torna desimportante, logo imperceptível. Quando não um estorvo, motivo de poluição e desconforto. Normalmente fogem quando alguém invade seu espaço. É medo de ser presa, igual seu primo na semana passada. É a visão assustadora de que o seu lugar é... Continuar Lendo →

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Charles Dickens – Tempos difíceis

Por Caio Lima Depois de uma Flip completamente fora das tendências editoriais das grandes máquinas de cuspir livros brasileiras, dois autores em particular chamaram muito a minha atenção pela literatura que praticam, claro, mas não foi só por isso. Marlon James e Paul Beatty expuseram suas contradições sem vergonha de serem felizes. Mais preocupados em... Continuar Lendo →

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BK’ – Castelos e ruínas

Por Caio Lima Uma das principais, senão a principal, funções da arte é emocionar. E emocionar não é fazer chorar, apenas. Acho que o Guardião das Palavras, que vive no Vale das Palavras, deve chorar toda vez que vê um vocábulo tão bonito ser reduzido a algo tão superficial. E o pior, os considerados literatos,... Continuar Lendo →

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Abasse Ndione – A vida em espiral

Por Caio Lima Muitos defendem que um livro nunca deve ser analisado politicamente. É uma visão purista da literatura e eu até concordo em partes. Acho interessante se apegar apenas à arte. É bonito. Imaginem ter propriedade, tempo e oportunidade de analisar literatura apenas pelo valor literário. Porém, esse não é o caso do Rede... Continuar Lendo →

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Raio-X lírico: Marechal

Por Caio Lima Quanto mais se personaliza uma função, mais complexo se torna enxergar suas influências e em como elas atuam dentro do processo criativo. Uma tentativa de análise lírica sobre o Marechal é complicada, são poucas letras e tentar desenvolver em cima do que está escrito é tentar desvendar a pessoa, o que torna... Continuar Lendo →

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Review lírico: Djonga – Heresia

Por Caio Lima A concepção de um projeto é um mundo à parte. Tentar compreender o disco dentro do que está registrado pelo MC e do que eu sinto, é mergulhar nesse mundo e permitir que as ideias e pensamentos fluam livremente. Por isso não acredito em resenhas que saem após uma semana do lançamento... Continuar Lendo →

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Ainda bem que não definem – Um tratado sobre lírica

Por Caio Lima Lírica é uma palavra que vive de extremos dentro do rap. Alguns defendem que todo e qualquer MC deve ser lírico, extremamente poético; outros articulam argumentos defendendo a parte melódica, dizendo que lírica não é o principal numa música, que o certo é ter um compromisso muito mais voltado para o ritmo... Continuar Lendo →

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Sorrisos (Parte 1/7) – Conto “Gigantes”

Você sempre foi diferente, Abebe. Sua mãe, a dona Ana, fala que você nasceu sorrindo e, a bem da verdade, essa pode ser a maior das diferenças. É estranho essa coisa de nascer sorrindo, porque, mesmo com o pouco tempo de convivência, é perceptível que é uma parada natural, não forçada. Talvez espontâneo seja a... Continuar Lendo →

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